sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

O futuro do Aranha no cinema

 Algum tempo atrás, a Marvel e a Sony entraram em discussão sobre os direitos do Homem-Aranha. A Marvel queria introduzir o Aranha na Guerra Civil, em Capitão América 3. Infelizmente, a opção 
foi descartada. Agora, a Marvel quer colocar ele em Vingadores 3 e até começar uma franquia nova.

 Eu queria que fosse assim:

  • A Marvel aproveita tudo que a Sony fez e introduz o Aranha na Guerra Civil.
  • Fazem vários filmes com o selo "Guera Civil"
  • A Guerra Civil começa em Capitão América 3, passando por O Espetacular Homem-Aranha 3, um Homem de Ferro 4 e terminando em um Capitão América 4.
  • Os heróis ficam divididos em dois grupos
  • Aí sim começa Vingadores 3
 Se a Marvel só introduzir ele depois da Guerra Civil e tiver que rebootar ele:
  • Fazem a origem do Peter Parker, o Aranha e tal
  • Depois que o tio Ben morre, ele entende a mensagem de responsabilidade 
  • Peter se sente responsável por ser um herói de verdade independentemente para amenizar o clima de tragédia que a Guerra Civil deixou
 Eu acho que ficaria bom assim. 

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

X-Men #13 (NOW!)

Nas edições anteriores...

Depois que o jovem Ciclope quase morre em um ataque de Sentinelas, reescrevendo a história sem sua presença, os X-Men modernos resolvem mandar o quinteto de volta ao passado. A questão se complica ainda mais quando outro grupo de viajantes temporais entra em cena: os X-Men do futuro, também afirmando que os membros fundadores  devem votar ao passado. Jean Grey se recusa a aceitar o que, pra ela, é uma condenação à morte, e foge com Ciclope, pedindo ajuda ao Scott Summers adulto e seus X-Men revolucionários. Com a maioria dos X-Men do presente e futuro contra os dois, eles acabam cedendo e se entregando. Mas alguns de seus amigos desconfiados. Quando Magia avança no tempo com o Fera e o Homem de Gelo adolescentes, os visitantes do futuro percebem que sua farsa logo será revelada - afinal eles são a irmandade de mutantes daquele tempo - e atacam os professores da Escola Jean Grey. Apesar de todos os esforços da irmandade de mutantes do futuro, os Novíssimos X-Men não conseguem voltar ao seu período cronológico original. Kitty Pryde, única professora que defendeu o direito do quinteto de decidir seu futuro, se sente traída pelos colegas e decide juntar-se a Ciclope os Fabulosos X-Men na nova Escola Xavier. Leais à sua tutora, os mutantes do passado se unem a ela.

Finalmente, a edição atual

 Kitty Pryde e os X-Men do passado chegam ao novo Instituto Xavier com a ajuda de Magia. O Instituto é a antiga base do Arma X, e Ciclope explica aos X-Men o que é o Arma X. Os Fabulosos X-Men de Ciclope mostram os quartos dos X-Men originais e Magia conversa com Kitty Pryde sobre Colossus. Magia sente falta dele e Kitty fala sobre seu relacionamento com ele. Então, de volta ao treinamento dos X-Men do passado, Magia lhes dá novos uniformes. Jean consegue ler os pensamentos de Scott e Hank, e os dois estão pensando nela e sobre qual o relacionamento deles com ela. Então, Jean fica nervosa e descobre seu poder de levitação. Ela pode subir, mas ainda não sabe descer. Nesse momento, Warren a resgata e Scott e Hank ficam com ciúmes. Então, o alarme de Hank dispara, alertando sobre um problema na Flórida. Lá, eles encontram um grupo de homens armados atacando uma garota mutante, que Kitty reconhece. Laura é seu nome. Depois que os homens são derrotados, a polícia chega e o Ciclope do passado tenta conversar com eles, mas eles não o ouvem. Os policiais estavam prestes a atirar, quando Magia transporta eles de volta ao Instituto Xavier. Aquela Laura se revela como X-23.

CONTINUA...


domingo, 7 de dezembro de 2014

Os Inimigos Superiores do Homem-Aranha


 Sabe aquelas histórias que contam o ponto de vista do vilão e você começa a torcer pro vilão? Foi o que aconteceu comigo quando li essa história.

  Publicado em Teia do Homem-Aranha Superior 4, Os Inimigos Superiores do Homem-Aranha conta o ponto de vista do Bumerangue, líder do novo Sexteto Sinistro (que só tem cinco integrantes), que conta com: Turbo, Corisco, Shocker e Besouro.
 A equipe já havia aparecido na primeira edição de Homem-Aranha Superior, mas só agora está sendo contada a história de como o grupo se formou, os primeiros dias e missões e tal.
 Em Homem-Aranha Superior 1, Otto ficou indignado quando soube que eles se chamavam de Sexteto Sinistro.

 Enfim, eu adorei essa história e estou ansioso pra sair mais.

Os X-Men Originais e a Revolução Mutante

Os Novíssimos X-Men


 Ok, vamos lá. Dessa vez, vou falar dos X-Men na Nova Marvel. Depois dos eventos de Vingadores vs. X-Men (Ciclope enlouquecido e foragido, Vingadores e X-Men se estranhando, novos mutanates nascendo e Charles Xavier MORTO), Ciclope tenta começar uma revolução mutante e convoca os novos mutantes nascendo para fazer parte. Enquanto isso, Wolverine tenta dar conta da escola e chama alguns dos novos mutantes para entrar para a escola. Fera fica preocupado com a atual situação de Ciclope e isso o leva a fazer uma loucura: viajar no tempo e trazer os X-Men originais ao presente para impedir o genocídio mutante que Ciclope está prestes a cometer. Quando Steve Rogers, o Capitão América, descobre isso, ele vai se entender com o Fera e Ciclope prova que quer consertar as coisas.


Os Fabulosos X-Men

 Ciclope, um dos X-Men originais, é o rosto público da nova revolução mutante. Ele e seus colegas de equipe reúnem novos Homo Superior tão rápido quanto estes surgem. Secretamente, Scott está lutando contra seus demônios internos. Há pouco tempo, ele foi possuído por uma entidade cósmica que o obrigou a fazer coisas das quais ele sempre se arrependerá. A equipe de Ciclope conta com: Magia, Emma Frost, Magneto e mais os novos mutantes Bolas Douradas, Eva Bell, Christopher Muse e Benjamin Deeds. Porém, Magneto é um traidor e denuncia Ciclope aos Vingadores. Mas os X-Men conseguem escapar graças à Eva.

Bom, é basicamente isso. Essas histórias foram publicadas aqui no Brasil em   X-Men 1 a 4, da Nova Marvel. Eu particularmente estou gostando muito desse arco e espero que demore pra acabar.

sábado, 6 de dezembro de 2014

O Homem-Aranha Superior (ou quase isso...)


 Bom, vamos começar: Depois de muito tempo sem postar, vou falar aqui sobre o que aconteceu com o Homem-Aranha no Marvel NOW! (Nova Marvel, no Brasil). Em Amazing Spider-Man 698, iniciou-se o último arco da revista (aqui publicada em Homem Aranha 142). Otto Octavius está morrendo e pede pra ver Peter Parker. Mais tarde, nas últimas páginas da revista, é revelado que Otto trocou de mente com Peter, o que o transforma no novo Homem-Aranha.
 Em Amazing Spider-Man 699 (Homem-Aranha 143), Peter luta pela sobrevivência no corpo moribundo de Otto. Sua cela na prisão fica ao lado da de Curt Connors, o Lagarto. Ele revela que a cura que os Laboratórios Horizonte fizeram (Homem-Aranha 140), funcionou, e ele tem a mente de um gênio num corpo de lagarto gigante e acha que merece isso por tudo que fez. Peter gostaria de ajudar, porém não pode fazer nada com o coro de Otto. Então, ele controla mentalmente um octobô e inicia o Plano de Contingência Sigma 6.0, que entra em contato com vários vilões oferecendo uma recompensa de seis milhões de dólares para tirá-lo da cadeia. Homem-Hídrico, Escorpião e Ardiloso aparecem para ajudá-lo.
 Chegamos a Amazing Spider-Man 700. Otto fica sabendo da fuga de Peter e bola um plano para detê-lo. Nessa fuga, Peter levou o octobô dourado que Otto usou para fazer a troca de mentes. Ardiloso, Homem-Hídrico e Escorpião o conectam aos braços mecânicos e ele morre durante três minutos. Durante esse tempo, Peter tem uma "visão" e encontra todos os seus amigos qu morrera. O  primeiro que ele encontra é o clássico "Menino Que Colecionava Homem-Aranha", Tim Harrison. Logo depois ele encontra  Aleksei Sitsevich (Rino) e Oksana, sua esposa. Então ele encontra Silver Sable, e depois Gwen e o Capitão Stacy. Logo depois Marla Jameson e, claro, os pais dele. Todos passando mensagens encorajadoras. Então ele encontra o Tio Ben. Ele fala pra ele voltar pra lá e deter Otto. Aí que ele volta à vida e retoma seu plano. Basicamente, Otto engana Peter e Peter morre no corpo de Otto, mas antes passa um sermão sobre responsabilidade e Otto promete ser um Homem-Aranha decente. Superior.
 Avenging Spider-Man 15.1 (Homem Aranha Superior 1) mostra Otto se divertindo no corpo de Peter e criando um novo uniforme. Superior Spider-Man mostra Otto sendo o Homem-Aranha "Superior". Sinceramente, no início eu gostei, porque mostrava o Homem-Aranha como um anti-herói. Mas, sinceramente... e eu odeio dizer isso... O SUPERIOR É UMA BELA BOSTA!!!
 Sério, em apenas 11 edições brasileiras (ainda não li a 12) o Otto Parker conseguiu:
  1. Manchar a imagem do Peter com os Vingadores
  2. Manchar a imagem do Peter com a família e amigos
  3. Manchar a imagem do Peter com os Laboratórios Horizonte
  4. Perder o emprego do Peter nos Laboratórios Horizonte 
 Basicamente, ele conseguiu fod** a vida que o Peter demorou anos para conseguir.
 O Otto é um personagem arrogante demais e eu espero que ele sai logo do cargo de Homem-Aranha.


Homem de Ferro & Thor 34: Trovão Contra Trovão!


O Poderoso Thor

Após longos e exaustivos meses,  a saga da Essência do Medo findou-se. E ela causou chagas profundas entre os nossos heróis, principalmente para os deuses.  A Serpente caiu, e Odin levou o corpo do seu irmão para o espaço asgardiano e exilou-se por lá. Os guerreiros de Asgard, por sua vez, ficaram mais uma vez presos em Midgard, com sua casa ainda em ruínas. Já Thor, teve um funeral viking com todas as honrarias e... Esperem aí! Que Thor?


Vimos no epílogo da Essência do Medo da edição 8 que aos poucos, Asgard volta a ser reconstruída. No lugar de Odin, agora são as “mães” que tomam conta de tudo. As ex-esposas de Odin - Freia, Iddun e Gaia - governam numa força tríplice aquilo que será Asgardia. Humanos e Deuses estão  unidos nessa tarefa, sempre protegidos pelos olhos atentos de Tanarus, o Deus do Trovão.

Se você achou que cometemos um deslize e queríamos falar outro nome se enganou. Ao que parece, Thor não é mais o Deus do Trovão, nem o filho de Odin. Na verdade, ele nunca existiu. Tanarus é aquele que desde o inicio das histórias Marvel vem protegendo a Terra e lutando ao lado dos Vingadores. Seu nome é ovacionado com alegria por onde passa, exceto por seu meio-irmão, Loki. Não que o menino odeie ele, mas sim estranhamente tem a sensação que há um engodo ali. E ninguém engana Loki, mesmo em sua forma mais juvenil.

Assim, Loki parte em busca de respostas. Vai até as velhas bruxas do deserto que o ajudaram na última aventura. Encontra uma corrompida Kelda entre elas, e suspeita de que elas escondem algo. Em outra tentativa, Loki vai até o médico aleijado da cidade, Donald Blake, pois suspeita que ele é uma pista importante para resolver aquela trapaça. Blake, no entanto, apenas acha que o garoto está delirando, o que deixa Loki ainda mais revoltado, partindo dali com raiva e arrastando o cajado do médico consigo. Talvez, seja melhor buscar a resposta com alguém de fora. E assim ele se junta a Norrin Radd, o Surfista Prateado, que vem aos poucos tentando se adaptar a vida terrena, o único que provavelmente tem algum poder para desvendar aquela farsa.

As respostas pra essa confusão logo são explicadas na primeira parte dessa história. A realidade não foi de fato alterada (ufa), mas sim as percepções das pessoas, junto com um pouco da boa e velha ilusão. Todos realmente acreditam que Tanarus sempre faz parte de suas vidas. Tudo graças a um encantamento lançado em Ulik, o Troll, que junto com seu rei, tem planos de se infiltrar em Asgard, enfraquecê-la e dominá-la. E junto a eles está Karnilla, a rainha Norne, sob a pele de uma das bruxas do deserto.

E enquanto o farsante ganha mais e mais espaço, você deve estar se perguntando onde estará Thor, o verdadeiro deus nórdico do trovão.  Então, a narrativa da história nos leva para um limbo no espaço, onde Thor, que não mais recordava quem era, está preso em uma das naves que flutuam ao léu por ali, junto com outros deuses esquecidos. Contudo, uma fagulha do seu antigo eu, parece forçá-lo a lembrar quem ainda era. E era preciso Thor se autodescobrir o quanto antes, pois o destino que as naves perdidas rumavam era pra boca do devorador de Deuses, o Demogorge.

Em parceria com o Surfista Prateado (que também não lembra de Thor), o jovem Deus da Trapaça descobre mais uma pista da existência de seu irmão. Com o cajado de Blake nas mãos, ele chama atenção de Norrin Radd, que consegue desencantar a peça e assim revelar o Mjolnir ali escondido.Mas não só os dois estavam desconfiados da tramoia dos Trolls. Heimdall, aquele que tudo vê, percebe que tem algo ali que está sendo nublado propositalmente. Há algo estranho em Tanarus.

Já nos confins do espaço, prestes a ser vítima do Demogorge, Thor resolve que não perecerá sem luta. Parte sua, mesmo amnésica, clama pela antiga vida. Ele não morreria em vão e assim, acaba que arrumando um jeito de conjurar sua velha arma de guerra, Mjolnir, que escapa das mãos do surfista e voa para o espaço numa velocidade impressionante. Assim, em segundos, o Deus do Trovão e seu martelo são reunidos mais uma vez.Agora, ele lembra quem é. Ele é Thor e terá sua vingança.

Adentrando o corpo do Demorgorge, Thor e seus novos companheiros chegam até o centro, o coração do monstro. Ali, é o único lugar fatal para a criatura e num só golpe, o Deus do Trovão, derrota o monstro e ganha assim sua liberdade. É o tempo de voltar para Asgard, para seu lugar, mas desta vez acompanhado pelos outros Deuses esquecidos.

Já nas ruínas da velha Asgard, Tony Stark tem uma conferencia com as três rainhas sobre seus projetos para a futura morada dos deuses, Asgardia. Vislumbradas com aquela maravilha arquitetônica oriunda do conhecimento tecnológico do Homem de Ferro e do que os nove mundos tem a ofertar, Iddun, Freia e Gaia forçam Tony a dar o quanto antes andamento a construção daquela maravilha. E assim efeito.

Contudo, mal Tony dá início ao projeto, a farsa dos Trolls é desmascarada por Heimdall. Ulik, agora sem o rosto de Tanarus, junta-se com seus iguais para saquear Asgardia. E até mesmo Karnilla, a rainha Norne, depois de matar sua irmã bruxa e Kelda, se junta a batalha reforçando o lado inimigo. Em contrapartida, as três deusas regentes vão às armas. Era uma guerra com dois lados pesados, mas é a chegada do verdadeiro Deus do Trovão que faz a diferença. Junto com seus novos aliados, Thor.

Ulik é derrotado. Os trolls recuam. Karnilla é morta por uma espada voraz. Desta forma, as coisas simplesmente voltam ao normal (se é que podemos de fato acreditar nisso) e temos um final feliz. É assim que acredita Loki e é o que ele conta as crianças. Todavia, um deles lembra da morte de Kelda, e o deus da trapaça limita-se a dizer que mesmo a morte não era o fim. E foi com ela que a bela deusa pode finalmente se unir ao falecido Bill, o humano de Broxton que amou.

Essa história, originalmente publicada nas edições 8 a 12 de The Mighty Thor, foram publicadas aqui no Brasil nas revistas 32, 33 e 34 de Homem de Ferro e Thor. Nos novos desenhos magníficos de Pasqual Ferry (auxiliados nas duas ultimas edições por Giuseppe Camuncoli e Pepe Larraz), vemos uma mudança bem sutil na reinterpretação visual de algumas das raças, principalmente dos gigantes do gelo, que agora mais parecem avatares. Não há muita explicação pra isso, e apesar de que todo artista tem sua liberdade, perde-se um pouco da narrativa visual pra quem acompanha as histórias com Olivier Coipel na arte, desde a fase J. Michael Straczynski.

Ainda na mesma edição especial de fevereiros, temos a história continda na edição 12.1 do título original americano, desenhada por Barry Kitson. Nela, temos uma conversa prolongada entre Volstagg e Sif, relembrando grandes feitos de Thor, sempre acompanhado de Loki, histórias com algum respaldo dentro da mitologia nórdica de fato. O grande questionamento de Sif é se este novo Loki é realmente alguém que se possa confiar ou não. Em meio a extensa discussão, uma coisa parece ser clara. Mesmo que não queira mais o irmão, Loki parece ainda estar sendo o mestre da manipulação, articulando assim sutilmente a ação do irmão mais velho, seu novo herói e ídolo.

Matt Fraction parece mais uma vez não acertar a mão, como em X-Men e Essência do Medo.  O plot aqui deixado acabou não criando de fato mistério algum e nem mesmo deixando suspense no ar sobre a suposta morte de Thor. Acabou-se caindo na mesmice, deixando ainda mais pueril todos os grandes confrontos da saga que fez os heróis confrontarem a Serpente.

via Universo Marvel 616

X-Men 134

Cedo ou tarde, isso ia acontecer. O caminho que Scott Summers seguia para a sua ideia de salvação dos mutantes era árduo e demandava já muitos sacrifícios. A grande surpresa, no entanto, foi partir de Wolverine o movimento de oposição ao general mutante. Logan, que aprendeu com os X-Men a ser mais humano, a buscar resoluções menos fatalistas em seus confrontos, estava decidido a sair de Utopia e levar dali as crianças que quisessem retomar o sonho de Xavier como originalmente sempre foi. Assim, deu-se o Cisma. Mas que lado cada mutante está apoiando?

Você já conferiu como Ciclope reagiu a saída de parte de seu povo de Utopia, fechando assim um ciclo em sua vida. Também já acompanhou os primeiros dias da Escola Jean Grey para jovens superdotados, o nome da nova escola criada por Logan. Todavia, que motivação tiveram os outros para ficar ou deixar Utopia?

Numa analogia não lá muito feliz, o escrito Kieron Gillen coloca Logan e Scott num confronto primitivo simbólico. Enquanto que Summers é representado por líder adornado com uma cabeça de um Leão, o rei dos animais, de olhos bem vermelhos, Wolverine é um guerreiro voraz que usa restos de uma ossada bem afiada de animal como uma arma. Ao redor, os demais da “tribo” observam, decidindo ali que lugar tomar.

Como sabemos, o Homem de Gelo foi pra Escola Jean Grey e lá ele é mais que um professor, mas também contador e administrador financeiro. Aqui, Wolverine o convence basicamente pela necessidade de ter mais um membro fundador com ele (com um brinde de umas latas de cerveja junto), mas é talvez na edição anterior, a X-Men 133 da Panini, que vemos uma explicação melhor da saída de Bob. Em confronto direto dele com Scott, faz-se um paralelo de quão eles mudaram e o quão continuam os mesmos. No fim, Bob até brinca com o ex-Líder jogando uma bola de neve em sua cara (como nos velhos tempos) tendo uma reação bem apática do “Magrão”, como lhe é tão comum. Drake apenas ressalta que “no fim, ele não mudou tanto assim”. E é a verdade. Sempre foram perfis diferentes, os caminhos que um dia seguiriam, também.

Outro membro fundador que vai para o lado de Logan é o Fera. Este, sendo o primeiro X-Man a bater de frente com Ciclope, faz questão de ligar para Scott logo após receber o convite de diretor e mais uma vez joga na cara de Summers que foi o pioneiro nisto tudo. Desliga o telefone sem obter resposta, mas com ainda disposto a ter uma  longa briga ainda na questão. Até então, me incomodava ver sempre o Fera retornando a São Francisco e Utopia mesmo brigado com Ciclope, só para “mais uma vez” se despedir de lá. Aqui, finalmente, eu percebo que Hank faz de propósito, provavelmente para irritar ou garantir alguma reflexão do líder mutante, que sempre mostra-se irresoluto ou indiferente a esses ataques a sua moral.

Já o último X-Man fundador, o Anjo, tem ainda seu lado ignorado pro leitor brasileiro. Somente ao acompanhar os acontecimentos após a saga do Anjo Negro na Fabulosa X-Force, teremos uma ideia do seu destino. E isso nos leva a Senhorita Elizabeth Braddock. É quase uma surpresa nessa divisão ela optar pelo lado do Ciclope. Psylocke ainda fará parte do grupo secreto de Wolverine, mas prefere não deixar Utopia, acreditando que a escola é uma ideia retrograda. E o convite que o Ciclope faz para ela ser uma espécie de chefe de segurança é tentador. Todavia, particularmente, acredito que muito da decisão da Srta Braddock aí seja fruto dos acontecimentos recentes com seu amado, Warren Worthington III.

O Regenesis também traz o fim de dois casais que já estavam instáveis e que enfraqueceram com o Cisma. Kitty Pryde vai acompanhar Wolverine, pois acredita na escola e está disposta a ajudar aquelas crianças. Como vimos, ela será a Diretora de fato do lugar. Contudo, seu namorado, Colossus decide ficar. Ele mudou muito desde que assumiu o poder do Cyttorak. Ficar em Utopia significa não só proteger sua irmã, mas proteger os alunos da nova escola contra qualquer ataque de fúria dele. Pryde não gosta da decisão, mas respeita. Ela pede para chamá-la assim que ele precisar. Já Vampira e Magneto, que nunca chegaram a se firmar de fato lá no espaço, decidem seguir para diferentes lados. Vampira vai pra escola, mas Magneto fica aqui, servindo como braço direto de Ciclope, nesse novo caminho que ele acredita ser o certo.

Além de Vampira, outros que acabaram de chegar do Espaço estão bem perdidos.Destrutor e Lorna não sabem realmente a quem apoiar. Então, Wolverine sagazmente propõe que eles vão se juntar com um grupo mais familiar, o X-Factor, que certamente estará do seu lado nesta. Já a Rachel Grey não hesita em ir para o novo Instituto que leva o nome de sua falecida mãe.

Dado momento, vemos um conflito entre os membros da Geração Esperança. Wolverine quer levar a Idie de qualquer jeito, pois acredita que a menina está completamente perdida sem um bom direcionamento de seus valores. Isso acaba criando um conflito entre Esperança e a Transônica, que têm opiniões distintas sobre o melhor destino para a jovem mutante africana. Esse mesmo debate (que chega a ficar bem esquentado) é reproduzido com mais detalhes nas páginas da X-Men Extra 134, mas vale apenas aqui salientar que Esperança é convencida de que o melhor para Oya é ir com Logan.

Os Novos Mutantes, como já vimos aqui, decidem apoiar Scott Summers, mas Míssil, ex-líder do grupo seguirá Wolverine junto com sua irmã, Escalpo. Danielle Moonstar,com quem estava começando um romance, se despede com um beijo e fica no ar aquele sentimento melancólico de cisão neste grupo também. O mesmo vale para os mais jovens mutantes ali. Enquanto que uns, apoiados pelo revoltado Satânico, afirmam que não querem mais ter perdas pelas decisões militares de Ciclope; Outros, como o ex-mutanteProdígio, relembra que a escola nunca foi um lugar seguro e ali eles tem mais chance de lutar e sobreviver. E assim, por similaridades de pensamento e ideologia, vemos mais uma divisão de iguais.

De forma rápida, Gillen passa superficialmente pelos demais. Namor tanto apoia as últimas decisões de Ciclope como também tem ali, na base de Utopia, a nova morada de seu povo atlante. A tecnologia consciente shiar chamada Perigo também ficará ali, mantendo seu papel de carcereira. E Illyana sendo uma das presas, acaba continuando ali (até ser convocada pelo próprio Scott como veremos na mesma edição, mas isso eu deixo pro Fernando contar). Já Quentin Quire não tem a mesma sorte e é levado a força por Wolverine (que promete ao Capitão America que estará de olho grudado no moleque, como vimos na última edição mensal da revista do Logan). X-23 parece querer seguir outro caminho alternativo, se houver. E até o Groxo, imaginem só, implora por um lugar na nova escola. E já deu pra tirar boas risadas em seu papel como zelador do lugar, né?

As duas posições finais acabam sendo surpreendentes. Tempestade têm batido de frente com as decisões abruptas de Scott. Como líderes, eles tem opiniões bem distintas e a lógica seria ela seguir Logan. Todavia, Ciclope a convence a ficar. Sendo uma das poucas ali com uma índole resoluta, Ororo seria pra ela a garantia para que nenhuma decisão sua passasse dos limites. Assim, ela fica, e isso acaba sendo um belo golpe no estomago de Logan. A outra mulher mais importante dos X-Men hoje, Emma Frostsurpreende o seu marido quando se diz tentada a ir com Wolverine, já que seu papel neste mundo sempre foi o de Professora. Isso quase despedaça o coração de Scott, mas no fim, Frost decide não só ficar por amor ao seu homem, como também vai financiar Utopia com suas ações.

E assim, fecha-se a edição. Com um plot bem aberto para que esses personagens sejam melhor trabalhados em suas respectivas revistas. Aqui, no entanto, a edição tomou ares muito subjetivos, rasos até, que acabou me incomodando. Tirando as partes envolvendo o Fera e Tempestade, poucos ali me convenceram do porquê seguiam este ou aquele lado. O paralelo “pré-histórico” dado por Gillen aqui foi completamente desnecessário (até deu coceira o me lembrar do arco do Wolverine do Loeb desenhado pelo Bianchi), apenas gastando mais páginas. E até mesmo Billy Tan já teve dias melhores na arte.